Imprensa
Busca de dados sobre doenças na web preocupa médicos
Médicos temem efeito da internet e avaliam que oferta de informações põe autoridade em risco
Fabiana Cimieri - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - O uso da internet por pacientes em busca de informações sobre saúde e bem-estar tem preocupado médicos e pesquisadores, mesmo que o hábito não seja necessariamente negativo. Isso porque esses internautas se dividem em três grupos: os que buscam dados para depois se automedicar, os que procuram informação para dialogar com mais conhecimento de causa com seus médicos e os que montam listas de discussão. Alguns profissionais, porém, avaliam que a tendência leva à perda de autoridade médica e a uma desprofissionalização da medicina.
Estudo de revisão bibliográfica sobre o fenômeno, da pesquisadora Helena Garbin, doutoranda da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), analisou 15 trabalhos que envolveram 33 autores de 18 universidades. Todos os artigos analisavam quais as consequências que a onda do "paciente expert" pode ter sobre a profissão médica.
Alguns autores entendem que a aquisição de informações sobre saúde pelo paciente, via internet, abala o status e a autoridade do médico. Outros argumentam que a disseminação pela web de pesquisas e novos tratamentos fortalece a prática médica, já que os pacientes vão em busca de profissionais mais atualizados.
O presidente da Associação Médica Brasileira, José Gomes do Amaral, considera positiva a busca de informações. Mas ressalta que muitas fontes na rede não são confiáveis e o paciente não tem capacidade para distinguir o que é sério do que não é. "Na internet existe informação. O que o médico faz ao longo de sua formação é aprender a usá-la. Aí reside a complexidade da formação médica", diz. Por isso, a consulta com um médico continua sendo imprescindível. "Discernir o que é mais importante e colocar peso nas novidades que surgem é função do médico."
O cardiologista Carlos Scherr concorda. "Eu mesmo costumo indicar sites onde o paciente pode se aprofundar sobre o assunto com informações de qualidade científica comprovada." As páginas mais confiáveis, ressalta, são as de sociedades especializadas. "Tive casos de pacientes que leem sobre um estudo com uma quantidade pequena de pessoas e tomam como verdade. Há os que querem se tratar com célula-tronco, por exemplo, mas os resultados não são comprovados."
Helena Garbin lembra no estudo que esse fenômeno ainda vai crescer muito no País, porque apenas 16% dos lares brasileiros, segundo o IBGE, têm acesso à internet. Com ressalvas, ela faz parte do grupo que avalia positivamente o avanço desse hábito entre brasileiros. Em sua opinião, em consultas que duram, em média, de 10 a 15 minutos, não há muito tempo para que o médico possa se aprofundar. "O médico tem o conhecimento técnico, o paciente tem o conhecimento da sua dor. A busca de informações na internet aumenta o diálogo."
Muitas vezes, a busca de dados se dá por meio de listas de discussão, formadas por pacientes ou parentes de pessoas que sofrem de doenças crônicas, raras ou estigmatizadas. O químico e economista Carlos Varaldo criou um portal de informações sobre doenças do fígado. O site tem 28 mil usuários cadastrados - 600 são médicos. "Estamos no meio de uma revolução boa para a medicina porque vai acabar com a ideia de que o médico é um deus. Estudos comprovam que pacientes informados têm mais aderência ao tratamento", diz. Atualmente, há sites que oferecem até a possibilidade de o paciente montar um histórico seu sobre doenças, vacinas, cirurgias. Com isso, em caso de emergência, o médico pode acionar os dados por meio de senha.
Para o pediatra Carlos Alberto Simões, que atende em consultório há 22 anos, as pessoas estão sem confiança no profissional. "Tem paciente que busca informação por conta própria e muitas vezes chega dizendo o procedimento que acha que terá de ser feito. Corto logo, quem manda aqui sou eu." Helena, no entanto, chama a atenção para o aumento do número de "pacientes sem sintoma", que usam a rede para se autodiagnosticar e automedicar. "A obsessão pelo bem-estar leva à medicalização excessiva. Tudo vira doença com nome, medicamento e tratamento."
Impacto do uso da rede
Prós:
- Médicos precisam se manter atualizados e bem informados para argumentar com paciente
- Consultas são feitas com o paciente, e não para ele
- Comunidades virtuais dão apoio e informação aos doentes
- O paciente está menos disposto a acatar passivamente as determinações médicas
- Dúvidas que o paciente pode ter vergonha de esclarecer com o médico podem ser respondidas via web
- Há mais informações sobre tratamentos oferecidos pela medicina alternativa
Contras:
- Ao extremo, pode levar à desprofissionalização e perda de autoridade do médico
- Linguagem médica pouco acessível pode dar margem a interpretações erradas
- Informações encontradas na internet podem ser incompletas, contraditórias, incorretas e até fraudulentas
- Pode incentivar automedicação
- Alguns sites são de empresas comerciais ou laboratórios interessados em divulgar remédios
- Muitos sites de terapias alternativas contestam o conhecimento médico sem base científica
fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,busca-de-dados-sobre-doencas-na-web-preocupa-medicos,333831,0.htm
Só 1 em cada 5 cardiopatas flagra doença em check-up
GABRIELA CUPANI - Folha de S.Paulo
Apenas 19% dos portadores de doenças cardíacas descobrem que têm o problema durante exames de rotina antes de os sintomas aparecerem -normalmente, em situações extremas como o infarto.
Isso é o que comprovou um levantamento feito por pesquisadores do Northwest Cardiovascular Institute (EUA) com mais de 13 mil pessoas (homens e mulheres com mais de 65 anos), publicado na edição de maio do "International Journal of Clinical Practice".
Entre os entrevistados que apresentavam problemas cardiovasculares (como angina, insuficiência cardíaca ou que haviam sido submetidos a procedimentos como angioplastia ou ponte de safena), quase a metade (48%) só identificou sua condição ao sofrer sintomas como dores fortes ou mesmo um ataque cardíaco.
Cerca de 15% descobriram o problema durante o tratamento de outras doenças, em consultas com endocrinologistas ou neurologistas, por exemplo.
No caso dos diabéticos, grupo considerado de alto risco para doenças cardiovasculares porque a taxa elevada de glicose no sangue predispõe a infartos e derrames, 54% dos entrevistados foram diagnosticados após sintomas e 22% enquanto tratavam outra doença.
Normalmente, a doença cardiovascular é assintomática. Quando os primeiros sinais surgem, o problema já está em estágio avançado.
Justamente pela falta de sintomas, a primeira estratégia para detectar quem tem riscos de adoecer é avaliar a presença de fatores de risco (tabagismo, hipertensão, altos níveis de colesterol, diabetes, obesidade e sedentarismo), além do histórico familiar.
Mas os especialistas concordam que a maior parte das pessoas não conhece bem esses fatores e não costuma se submeter a exames de rotina. "Os efeitos só vão aparecer tardiamente", diz Marcus Bolívar Malachias, diretor clínico do Instituto de Hipertensão Arterial de Minas Gerais.
"O problema é que o fato de não sentir nada não significa que a pessoa não tenha nada", afirma José Carlos Nicolau, diretor da unidade clínica de coronariopatia aguda do Instituto do Coração, em São Paulo.
Situação pior
"No Brasil a situação deve ser pior", estima o cardiologista Carlos Scherr, da Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro. "Há muita desinformação, as pessoas confundem os sintomas com outras doenças e muitos médicos não sabem diagnosticar direito", diz ele.
De modo geral, pessoas que não têm nenhum fator de risco nem histórico familiar devem fazer uma avaliação anual a partir dos 55 anos no caso dos homens e dos 60, nas mulheres. Alguns médicos acreditam que o acompanhamento deva ser ainda mais cedo. "Recomendo check-ups anuais a partir dos 40 ou 50 anos", diz Nicolau.
Quando há na família algum parente que sofreu um infarto ou morte súbita antes dos 55 anos (em homens) ou dos 65 (no caso das mulheres), o ideal seria começar um programa de prevenção ainda na infância.
"Nesses casos, desde os três anos de idade a criança deveria ser estimulada a ter uma alimentação adequada, praticar atividade física e controlar o peso", diz Scherr.
Essas pessoas também precisam monitorar mais cuidadosamente a pressão sanguínea e os níveis de colesterol.
Hábitos saudáveis
A adoção de hábitos saudáveis como não fumar, controlar o peso e praticar atividade física regularmente deveria ser regra, independentemente da presença de fatores de risco e de histórico familiar. "Mudar a realidade envolve conscientização e educação, pois mesmo nas classes mais altas há muita desinformação", diz Marcos Knobel, coordenador da Unidade Coronariana do hospital Albert Einstein, em São Paulo.
As doenças cardiovasculares são a primeira causa de morte no mundo. No Brasil, matam 300 mil pessoas a cada ano.
O cardiologista Carlos Scherr é um exemplo: ele afirma que adota todos os hábitos de vida saudável que recomenda aos pacientes. Boa alimentação e exercícios regulares fazem parte da sua rotina. Morador do Leblon, Scherr atende no consultório em Ipanema. Quando pode, caminha até o Arpoador após o expediente só para apreciar o pôr do sol. "O Rio é uma academia a céu aberto", diz ele. "E o clima da cidade é bom quase o ano todo. Nos países frios, é comum ver gente se exercitando dentro do metrô." No fim de 2008, ele lançou o livro Estilo Ipanema: Viva com Saúde sem Abrir Mão do Prazer, no qual ensina como os hábitos dos cariocas podem ser usados na prevenção de doenças coronarianas. A publicação indica uma combinação de esportes ao ar livre, exercícios de relaxamento e dicas de alimentação. Um dos pontos altos do livro são os estudos de Scherr para sua tese de doutorado. Durante dois anos, o médico pesquisou a quantidade de colesterol e gordura em 75 alimentos e excluiu da lista de inimigos antigos vilões como o ovo, o café e o chocolate. A American Heart Association recomenda o consumo de 300 miligramas de colesterol por dia. Um ovo, mostrou Scherr em seu trabalho, tem em média 200 miligramas de colesterol. "Ou seja, podemos comer uma unidade todo dia."
fonte: http://vejabrasil.abril.com.br/rio-de-janeiro/editorial/m1273/terapia-anti-stress
Terapia anti-stress
Em uma cidade repleta de praias, parques
e ciclovias, basta um pequeno esforço para
melhorar – e muito – a qualidade de vida
Ismar Ingber
Receita do cardiologista Carlos Scherr: ele segue os hábitos que recomenda aos pacientes
Medicina comprova benefícios do sexo para a saúde
“Primeiro, colocamos dois equipamentos. Um equipamento vai medir a frequência cardíaca - o número de batimentos e o ritmo do coração. O outro equipamento vai medir a pressão arterial. Ajuda a saber exatamente o que acontece quando eles iniciam, chegam ao orgasmo e depois, com relação a esses parâmetros”, adianta Scherr.
O casal só não pôde esquecer uma recomendação médica: cuidado para os fios não emaranharem.
“O importante é que não saia nenhuma coisa do lugar. Mas fiquem à vontade, finjam que não têm isso”, orientou o médico.
Enquanto eles se divertem, não é só o coração que agradece.
“A relação sexual tem um reflexo na vida da mulher. Ela tem um menor grau de TPM e de dismenorreia, aquela dor do período menstrual”, diz a ginecologista e psicólogo Jorge José Serapião.
“Durante o ato sexual são liberados vários hormônios. Um deles é o estrogênio na mulher, na fase da excitação. E o estrogênio faz bem para a pele, que fica mais viçosa, menos flácida, o cabelo fica mais brilhante. Em relação ao homem, nessa fase é liberada a testosterona. A testosterona é boa para manter a massa muscular e a massa óssea”, explica a endocrinologista Ruth Clapauch.
“O sexo faz bem para o coração, porque libera alguns hormônios como endorfinas, que dão uma sensação de relaxamento, de prazer, de harmonia”, acrescenta Scherr.
“Pessoas que necessitam de sexo e que não conseguem realizar, acabam se tornando bastante irritadiças e podem, inclusive, se deprimir”, avisa a sexóloga da USP Carmita Abdo.
“Quando nós temos uma relação sexual, nossos mecanismos de defesa se aceleram. Nós vamos ter melhores condições de defesa contra processos inflamatórios, contra gripe”, ressalta Serapião.
Dizem ainda que sexo emagrece.
“Dependendo da intensidade de uma relação sexual, pode haver uma queima de 100 calorias - que equivalem a uma caminhada leve – a até 600 calorias – que equivalem a uma corrida intensa”, diz a endocrinologista Ruth Clapauch.
E como será que foi a experiência do casal Aretuza e Leandro? Hora de ver o resultado.
“No caso do Leandro, a gente vê um aumento da pressão arterial durante o ato sexual e um relaxamento depois. O batimento cardíaco durante o ato sexual subiu bastante, mais do que no caso dela. E nela, a pressão subiu até 170, subiu um pouco demais. Ela deve ter atenção à pressão dela. No caso dele, a frequência cardíaca subiu demais e pode denotar que ele está mal preparado, que ele não tem uma atividade física regular”, avalia Scherr.
E se um dos dois fosse hipertenso: sexo pode fazer mal a quem tem pressão alta?
“Sexo só vai fazer mal para o hipertenso se ele estiver com a pressão não controlada. E aí, tudo vai fazer mal”, diz o médico.
Existe relação entre as doenças do coração e a impotência? “Pode ser um sinal de risco para doenças coronarianas”, responde Scherr.
“O coração muitas vezes ainda não apresenta sintomas de falhas, como palpitação, e o homem já está apresentando falhas de ereção. Porque o tecido que envolve o coração é o mesmo que está presente no pênis”, explica Carmita.
Casal foi monitorado durante relação sexual para mostrar o que acontece com o nosso organismo na hora H.
Todo mundo riu esta semana quando o ministro da Saúde receitou sexo cinco vezes por semana para ajudar a prevenir contra os perigos da hipertensão. Você vai ver agora que sexo - feito regularmente - é um santo remédio.
Afinal, até que ponto fazer sexo ajuda no controle da hipertensão?
“Na verdade, o sexo ajuda a diminuir o grau de ansiedade, que está profundamente ligada à pressão arterial, assim como o peso corporal”, explica o cardiologista Carlos Scherr.
O que será que acontece com o nosso organismo na hora H? Para saber isso, um casal passou por uma experiência. Leandro e Aretuza foram monitorados durante uma relação sexual.
Será que você está comendo a coisa certa?
Quem se preocupa com o tanto de gordura que um alimento tem?
"Eu não reparo muito, não. Eu vou pegando", confessa a dona-de-casa Eyda dos Santos.
"Eu como sabendo que faz mal", diz a modelista Valéria da Silva.
Basta olhar direitinho para enxergar o que faz mal à saúde.
"Essa salsicha. Eu olho a data e olho essa parte todinha aqui, a composição dela", explica a
dona-de-casa Ivani Freitas Ribeiro.
"Porque lá em casa todo mundo tem colesterol alto, então eu me preocupo em olhar também a tabela de colesterol", conta a aposentada Elisabete Oliveira.
"Eu que tenho um rim transplantado, eu tenho que tomar cuidado seriíssimo", explica o aposentado
Antonio Ribeiro.
Alimentos com alto teor de colesterol e gordura saturada. É o caso do leite e derivados. E as carnes também.
Lingüiça, salsicha, salame. A gordura desses produtos pode ser uma inimiga mortal para o coração. Em excesso, entope as artérias e leva ao infarto. Daí, a importância de tabelas de alimentos confiáveis. Será que as nossas não são?
Foi a pergunta que o médico Carlos Scherr, um doutor em cardiologia, se fez. Ele foi diretor, durante dez anos, de um instituto ligado ao Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro, especializado em doenças do coração.
Ele juntou as análises de uma série de produtos, feitas por um dos mais renomados institutos de tecnologia de alimentos do país. E comparou com as principais tabelas usadas do Brasil.
É com base nessas tabelas que trabalham médicos, nutricionistas. Elas têm os valores da composição química de centenas de alimentos. Ovo, leite, queijo.
"Aí você encontra valores distorcidos ou valores gritantemente diferentes. Você encontra mais valores diferentes é quando você utiliza a tabela da Unifesp, que é uma tabela americana", explica o cardiologista Carlos Scherr.
Vamos a primeira comparação. Um copo de 100 ml de leite semidesnatado tem 8 mg de colesterol, segundo a tabela da Unifesp, a Universidade Federal de São Paulo.
Com base no estudo feito pelo médico Carlos Scherr, a quantidade de colesterol no mesmo copo de leite é bem menor: não chega a 5 mg.
Comparando as tabelas, também tem diferença na quantidade de gordura saturada.
Na da Unifesp, 100 ml de leite semidesnatado tem 1,25 g desse tipo de gordura.
O dobro do que aparece na tabela do médico.
"Eu acredito, pelo que eu vi, que uma tabela que não seja avaliada com alimentos produzidos no Brasil, ela não serve para o Brasil", explica Scherr.
"Eu discordo completamente dessa posição, porque a variação dos alimentos não é tão grande assim. A tabela americana traz uma série de nutrientes que outras tabelas não trazem", acredita a Anita Sachs, nutricionista da Unifesp.
Vamos a mais uma comparação entre as tabelas.
A da Unifesp informa que 100 g de queijo prato têm 123 mg de colesterol. Na tabela do médico, a quantidade de colesterol não chega a 80 mg.
Mas veja o que acontece com a gordura saturada: 100 g de queijo prato têm cerca de 17 g desse tipo de gordura. Menos do que consta na tabela do médico: quase 20 g.
"Faz uma enorme diferença para médicos, nutricionistas, que vão dizer para a dona-de-casa o que ela precisa fazer. E essa informação, que chega à dona-de-casa, pode estar comprometida", explica Scherr.
"O que é que vai se fazer? Você não tem como pegar o produto, levar para o laboratório e testar, né?", diz a aposentada Elisabete Oliveira.
Agora, a análise do ovo, comparando três tabelas diferentes.
Um ovo tem pouco mais de 350 mg de colesterol, segundo a tabela da Unicamp, a Universidade de Campinas.
Na da Unifesp, o ovo tem 423 mg.
E, na tabela proposta pelo médico, aparece um terceiro número: 405 mg de colesterol.
"Os alimentos foram coletados de acordo com um plano de amostragem abrangente e representativa. E segundo: as análises foram feitas por laboratórios que foram aprovados em avaliações interlaboratoriais para garantir a confiabilidade dos dados", explica Délia Rodriguez Amaya, química de alimentos da Unicamp.
"Acho que é papel do governo, das universidades, olhar as tabelas, complementar as tabelas e oferecer dados mais amplos e mais seguros, para as pessoas terem certeza daquilo que elas estão comendo", diz Scherr.
Em nota, o Ministério da Saúde informou que realmente a composição nutricional dos alimentos pode variar em função da raça do animal, da alimentação que ele recebe, do clima, do corte da carne. Daí a importância de se ter uma tabela com produtos consumidos no Brasil. A recomendada é a tabela da Unicamp, disponível no próprio site do ministério: